SAAE INSTALA NOVO RESERVATÓRIO DE ÁGUA
EM DOM CORRÊA
MANHUAÇU (MG)- O
SAAE Manhuaçu instalou na última quarta-feira, dia 21, o novo reservatório de
água no distrito de Dom Corrêa.
O antigo reservatório havia sido retirado por conta do seu tempo de uso (em torno de 30 anos), por questões de segurança e pelo desperdício de água tratada, devido a sua deterioração.
A Autarquia
sempre promove a troca de seus equipamentos instalados, quando necessário, com
a intenção de estar em dia com a distribuição de água tratada para a população.
Segundo
o diretor do SAAE, Luiz Carlos de Carvalho, que esteve presente durante a
retirada do antigo tanque, e depois na colocação do novo, além das melhorias em
relação à distribuição e a estabilização do sistema se tornam mais rápida com o
novo depósito de água em casos de interrupção no abastecimento.
Para
o Chefe do Setor de Manutenção dos Distritos, João Carlos Teixeira, o novo
reservatório tem uma importância significativa. “Com o novo tanque, o
abastecimento local ficará mais seguro e irá nos proporcionar mais eficiência
em relação ao fornecimento de água em Dom Corrêa.”
O reservatório antigo possuía capacidade de 80.000 litros e o novo, que já foi instalado possui capacidade de 100.000 litros.
Informações adicionais
Depois de tratada, a água é armazenada
em reservatórios de distribuição. De lá, a água segue por tubulações maiores
(adutoras) e entra nas redes de distribuição até chegar ao consumidor final.
Geralmente, o armazenamento
é feito em caixas-d’água. A partir daí, o cliente deve cuidar das instalações
internas e da limpeza e conservação do seu reservatório (caixas d’água).
Você já se perguntou o que acontece com a espuma
do detergente que vai
para o ralo depois que você lava a louça? Diariamente, produtos de higiene como
sabão, detergente e outros usados nas residências e indústrias atingem os
sistemas de esgoto e, sem o devido tratamento, acabam indo parar em rios e
lagos. Lá, causam diversos impactos nos
corpos hídricos e na vida aquática.
Primeiramente, é preciso entender qual é a
constituição do sabão e do detergente. Ambos possuem substâncias
denominadas tensoativas, ou seja, diminuem a tensão formada entre
dois líquidos. Assim, elementos como a água e o óleo perdem a capacidade de se
manterem separados. Não é à toa que costumamos usar esses produtos para limpeza em geral.
O detergente possui
outros compostos para melhorar o seu poder de limpeza, como os agentes sequestrantes e quelantes, que também causam impactos ao meio ambiente. Para o
produto ter atratividade e resistir longos períodos na prateleira do
supermercado, também são adicionados conservantes, corantes e fragrâncias.
Impactos do sabão e detergente
Em sistemas que dependem do oxigênio, como rios e
lagos, os agentes tensoativos interferem nas taxas de aeração, pela redução da
tensão superficial do meio, que faz com que as bolhas de ar permaneçam um menor
tempo que o previsto em contato com meio. Além disso, a formação de espuma na
superfície com o movimento das águas impede a entrada de luz nos corpos d’água,
essencial para a fotossíntese dos organismos subaquáticos.
Outro prejuízo causado pelo sabão e detergente no
meio ambiente, é a interferência que provocam nas aves aquáticas. Elas possuem um revestimento de óleo em suas
penas e boiam na água graças à camada de ar que fica presa debaixo delas.
Quando esse revestimento é removido, essas aves não conseguem mais boiar e se
afogam.
Todos os sabões são produzidos a partir de matérias-primas
biodegradáveis, óleos e gorduras que passaram por um processo de saponificação.
Portanto, os sabões possuem tensoativos biodegradáveis. Já os detergentes sintéticos podem ou não ter tensoativos
biodegradáveis, pois eles são provindos do petróleo, matéria-prima não
renovável. Experiências mostram que os detergentes de cadeia
carbônica não-ramificada são biodegradáveis, ao passo que os de
cadeia ramificada não são.
Atualmente, todos devem conter tensoativos
biodegradáveis, de acordo com as exigências da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (ANVISA).
Contudo, os detergentes não são constituídos apenas
de tensoativos. Eles também contêm substâncias conhecidas como agentes sequestrantes, cuja
função é melhorar o poder de limpeza em águas duras (que têm maior concentração de íons de cálcio
e magnésio, o que dificulta a ação do sabão e do detergente).
Um dos agentes sequestrantes mais usados é o tripolifosfato de sódio. Porém, sabe-se que o uso desses
agentes causa eutrofização dos corpos hídricos, pois eles são
nutrientes para as algas e, quando vão parar num lago, favorecem a proliferação
delas. Esse crescimento de algas em demasia interfere no equilíbrio natural e
diminui o oxigênio dissolvido na água, acarretando a problemas na vida
aquática. Em virtude disso, aumentou-se a pressão para retirada dessa
substância e a troca por outra menos impactante ao meio ambiente. Muitas
indústrias já estão diminuindo e retirando esse componente de sua fórmula.
Uma dúvida muito frequente sobre a confecção de
sabão é sobre o uso da soda cáustica (NaOH). Sabe-se que ela é uma base forte (pH
14), podendo causar irritações na pele quando está no seu estado puro. Porém,
quando ela é empregada na fabricação de sabão ocorre uma reação química
de saponificação. A soda cáustica reage com os óleos no processo
e resulta em sabão mais glicerina. Desta forma, quando o sabão passa por um processo
de cura, toda soda cáustica presente reage com os óleos, formando um produto de
pH próximo ao neutro.
Um dos aspectos mais relevantes para a venda dos produtos são as fragrâncias e os corantes. Esses componentes são importantes para a aceitação do produto pelo público, mas nem todas as pessoas têm uma sensação agradável pelo uso dessas substâncias. Elas podem causar alergias respiratórias, de contato, irritações e ressecamento da pele.
No meio ambiente, essas substâncias podem aumentar
a demanda bioquímica de oxigênio, requerendo um tratamento prévio antes de
serem lançadas nos corpos hídricos. Dê sempre preferência a fragrâncias e
corantes naturais, pois eles têm menos riscos de causarem alergias e causam
menos impacto ao meio ambiente.
Alternativas
Qualquer produto de higiene causa algum tipo
de impacto. O importante é
sempre ponderar o uso e fazer escolhas certas. Usar métodos físicos de limpeza,
como varrer e aspirar, são importantes para diminuição de uso de químicos.
Sempre que possível, evite o uso do sabão e do detergente, busque
alternativas de limpeza com produtos caseiros e igualmente eficientes, como
o vinagre e o bicarbonato de sódio.
Procure conhecer e testar os produtos de limpeza
ecológicos que existem no mercado. Dê preferência aos que tenham selo de
certificação. Isso significa que a empresa passou por uma auditoria sobre os
processos e matérias-primas utilizadas.
Agricultura irrigada e a pecuária são os principais usuários dos recursos hídricos do país, consumindo, respectivamente, por volta de 750 mil e 125 mil litros de água por segundo.
O Brasil possui a maior reserva
terrestre de águas superficiais, além de duas das maiores áreas úmidas do mundo
– o Pantanal Mato-Grossense e a Bacia Amazônica – e vastos reservatórios de
água subterrânea. Essa abundância de água, porém, não garante a segurança
hídrica do país.
O recurso natural está
distribuído de forma bastante desigual pelo território nacional e, sem
investimentos em infraestrutura para garantir o abastecimento, 74 milhões de
brasileiros podem sofrer com a falta d’água até 2035.
As conclusões são do relatório
temático “Água: biodiversidade, serviços ecossistêmicos e bem-estar humano
no Brasil” e de seu respectivo sumário para tomadores de decisão, lançados
na quinta-feira (08/8), durante o 15º Congresso Brasileiro de Limnologia, em
Florianópolis (SC).
Resultado de uma parceria entre a
Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES, na sigla em inglês) – apoiada pelo programa BIOTA-FAPESP – e as universidades
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o
relatório foi elaborado por um grupo de 17 pesquisadores, de diversas
instituições do país.
A água é um recurso de suma
importância para o Brasil, onde já vemos regiões, como o Sudeste, que têm enfrentado
crises hídricas bastante sérias nos últimos anos.
A redução da disponibilidade de
água poderá acirrar os conflitos pelo uso desse recurso no país.
Além da população e da
biodiversidade, praticamente todas as atividades econômicas no Brasil dependem
de água. A agricultura irrigada e a pecuária são os principais usuários dos
recursos hídricos do país, consumindo, respectivamente, por volta de 750 mil e
125 mil litros de água por segundo.
Além disso, 85% da produção
agropecuária nacional – localizada nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul – dependem
da água proveniente das chuvas, que tem, aproximadamente, 40% de sua origem na
evapotranspiração da Amazônia.
Já a indústria usa mais de 180
mil litros de água por segundo e, pelo menos, 80% dos reservatórios
hidrelétricos recebem água proveniente de unidades de conservação, que
asseguram o fornecimento do recurso em quantidade e qualidade necessárias para
suas operações, apontam os autores.
Esses setores econômicos
altamente dependentes de água já têm sofrido os impactos da diminuição da
disponibilidade do recurso em função de fatores como as mudanças climáticas, de
uso do solo, fragmentação de ecossistemas e poluição, apontam o relatório.
Anos de seca prolongada nas
regiões Sudeste e Centro-Oeste resultaram em uma perda estimada de R$ 20
bilhões no faturamento do setor agrícola em 2015 – um recuo de quase 7% em
relação ao ano anterior.
Por outro lado, mudanças no uso
do solo em função da expansão agrícola e do represamento de rios podem
comprometer a disponibilidade e a qualidade da água em todo o país, afetando os
usos pela biodiversidade aquática e pela população humana.
Essas mudanças, bem como a
transposição de rios, promovem modificações na dinâmica e na estrutura dos
ambientes aquáticos, causando perda na conectividade e alteração no regime
hidrológico, o que favorece o estabelecimento de espécies exóticas.
Da mesma forma, o aumento no
aporte de poluentes em rios, lagos e riachos acarretam prejuízos à
biodiversidade e aos serviços providos por ecossistemas aquáticos, como o
fornecimento de água limpa e de peixes para o consumo.
“A água não é só um recurso
hídrico, mas também um componente-chave da biodiversidade, patrimônio cultural
do país e um elemento essencial para o bem-estar da população brasileira”,
disse Aliny Pires, professora da UERJ e coordenadora do relatório.
Garantia
de segurança hídrica
De acordo com o relatório, cerca
de 10% das espécies de peixe continentais do país estão sob risco de extinção e
30% do total de espécies da fauna ameaçada no Brasil compreendem peixes e
invertebrados de água doce.
Quase 65% das áreas úmidas
brasileiras – fundamentais na prevenção de enchentes e de outros desastres
naturais – foram perdidas e a taxa atual de alteração desses ambientes
observada é três vezes mais rápida que a de perda de floresta.
Em biomas como a Amazônia e o
Pantanal, a alternância entre as cheias e as vazantes determina a estrutura e a
dinâmica dos diversos ecossistemas da região. Nesses casos, a interrupção do
pulso de inundações periódicas leva a um colapso no funcionamento dos
ecossistemas.
O enfrentamento das ameaças e a
conservação dos ambientes aquáticos e das áreas úmidas nas diferentes regiões
do Brasil serão fundamentais para garantir a segurança hídrica no país, indica
o relatório.
A restauração florestal e a
conservação dos mananciais e da vegetação ribeirinha podem trazer benefícios
consistentes para a qualidade da água e reduzir, consideravelmente, os gastos
com tratamento.
Segundo o relatório, estima-se
que a cada R$ 1 investido em infraestrutura para a segurança hídrica, mais de
R$ 15 são obtidos em benefícios associados à manutenção das distintas
atividades produtivas no país.
Já a falta de investimento para
essa finalidade pode causar perdas econômicas principalmente para o setor
industrial, seguido pela pecuária e a agricultura de irrigação, além de
comprometer a saúde da população e a manutenção da biodiversidade aquática.
A questão da segurança hídrica
não está atrelada apenas à garantia da disponibilidade de água, mas também à
gestão desse recurso, de modo a assegurar que exista e seja disponível para
todos os setores usuários.
A vazão média anual dos rios
brasileiros é de, aproximadamente, 180 milhões de litros por segundo. A
distribuição desse recurso, contudo, se dá de maneira extremamente desigual no
território brasileiro e o país apresenta grandes perdas na distribuição.
Uma redução média da perda de
água na distribuição para valores próximos a 15% promoveria um ganho líquido em
torno de R$ 37 bilhões até 2033, estima o relatório.
A região Norte do Brasil, por
exemplo, tem a maior disponibilidade hídrica do país, em função da Amazônia,
mas perde muita água na distribuição.
MANHUAÇU
(MG)- O SAAE Manhuaçu
está trabalhando em uma revitalização na elevatória de água tratada no Bairro
Petrina. A obra que já havia começado há alguns dias, segue em ritmo cauteloso
para que não comprometa os bairros que são abastecidos pela casa de bomba.
A reforma do local é feita de modo gradativo e foi pensada não só pela necessidade de revitalizar esteticamente, mas sim pela questão técnica e produtiva que os novos equipamentos e as novas redes podem gerar em melhorias relacionadas ao fornecimento de água.
De acordo com o Assessor Técnico do
SAAE, Márcio Bahia, o aumento da população nos últimos anos na cidade
contribuiu no momento em que foi decidido o início das obras. “A bomba estava
subdimensionada para a demanda de consumo. Além disso, o barulho excessivo é um
dos problemas frequentes, pois o mesmo incomoda os vizinhos no entorno. Por
isso, estamos no processo de substituição da antiga bomba, de 30 cavalos, por
duas bombas de 40 cavalos com menor produção de ruídos e que terão um
rendimento maior”, completa Márcio.
A equipe também trabalha na
revitalização do poço de sucção, localizado na elevatória. Ainda de acordo com
Bahia, o poço que tem mais de 40 anos continha apenas uma saída para atender as
duas bombas da Petrina. “Agora faremos mais um furo de 6 polegadas para melhor
auxílio aos motores. Em resumo, além de chegar mais água para ser bombeada,
devido a reativação de uma de nossas redes (já divulgado pelo SAAE), teremos 2
redes para 2 bombas, com painéis de comandos independentes.”
Hoje, funcionários trabalham no rebaixamento do piso na elevatória para receber as novas bombas.
NOVO SISTEMA DE AUTOMAÇÃO
Em conjunto ao trabalho de reativação
das redes e reforma do poço de sucção, o SAAE ainda investe em um novo sistema
de automação, com a implantação de dois quadros de comando, com dispositivos
eletrônicos e dispositivos de proteção (dos quadros e motores). Segundo o
Engenheiro Eletricista, Gabriel Augusto Miranda, os novos quadros possuem
acionamento por um equipamento chamado Soft
Starter. Tal equipamento torna o acionamento dos motores mais eficientes,
além de proteger melhor os mesmos em caso de falha na rede elétrica, no próprio
motor, ou defeitos como curto circuitos e sobrecargas. “Os quadros foram
colocados em um ambiente diferente da onde estão instaladas as bombas, o
objetivo é dar mais segurança, pois o local onde os motores funcionam existe a
presença de água, que em contato com o quadro pode provocar algum acidente.”
Gabriel explica inclusive que a nova
bomba bombeia aproximadamente 4 litros por segundo a mais, devido aos motores que
são de alto de rendimento.
A reforma que tem previsão de término para 1 mês, será concluída com pintura e isolamento acústico.
MANHUAÇU
(MG)- Já se encontra disponível o Estudo de Atualização de Tarifas de Água e
Esgoto do SAAE de Manhuaçu.
As
consultas públicas são processos democráticos para a construção conjunta de
políticas públicas entre governo e sociedade. Com a colaboração dos cidadãos,
empresas, movimentos e organizações da sociedade, as ações e programas do
governo poderão atingir seus objetivos e ser aprimoradas de acordo com as
demandas coletivas.
A
Lei Municipal nº 3.691 de 26 de Abril de 2017 institui a Política Municipal de
Saneamento Básico de Manhuaçu e delega ao Consórcio Intermunicipal de
Saneamento Básico da Zona da Mata de Minas Gerais (CISAB-ZM) a função de órgão
responsável pela regulamentação das normas e tarifas aplicas no município pelo
SAAE.
Entenda o que acontece quando medicamentos vencidos são jogados no lixo ou vaso sanitário e o que fazer para minimizar os seus impactos ambientais
O Brasil é o sétimo país que mais consome medicamentos do mundo, mas existe
pouca legislação referente ao correto descarte de medicamentos vencidos ou sem uso. Porém, devido aos grandes riscos à saúde
humana e ao meio ambiente, o descarte
de medicamentos deve ser feito em pontos de coleta específicos,
para serem posteriormente encaminhados à destinação final ambientalmente
correta. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece como
obrigatoriedade o correto descarte
de medicamentos. No caso dos remédios, a chamada logística reversa funciona com as farmácias e drogarias aceitando medicamentos vencidos para
encaminhá-los ao seu destino final sem risco de contaminação.
O descarte de medicamentos é
um problema que ocorre no mundo todo e é relativamente novo. Ele apresenta
riscos à água, ao solo, aos animais e também à saúde pública. Nos Estados Unidos, a
população recebe orientações para descartar
medicamentos na privada ou no lixo, pois eles dão prioridade a
reduzir o risco de uso não intencional ou overdose.
Mas o risco ambiental emergente está presente nesse tipo de atitude,
devido aos “micropoluentes”. Assim, ao descartar medicamentos vencidos de forma incorreta, os
consumidores contribuem com uma quantidade pequena, mas que quando acumulada
causa grandes consequências. E o pior é que a maior parte das pessoas não sabe
o mal que está fazendo ao realizar o descarte de medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário.
Cerca de 20% de todos os medicamentos que utilizamos são descartados de forma
irregular.
A contaminação ambiental ocorre pelo descarte incorreto e também pela
parcela excretada na urina e fezes de produtos que tomamos. O uso de medicamentos
veterinários também contribui; a criação de gado, peixes e
animais domésticos utiliza antimicrobianos, antiprotozoários, hormônios, entre
outros, e entram no meio ambiente da mesma forma, por descarte inadequado e excreções.
Esses medicamentos vão
parar em aterros, lixões, estações de tratamento de água/esgoto, corpos d’água
ou no solo.
Os fármacos que ingerimos são metabolizados e eliminados pelo nosso corpo indo parar
nas redes de esgoto junto com aqueles que descartamos em pias e vasos
sanitários. Ele percorre todo o caminho até uma estação de tratamento de esgoto
onde também sofre metabolização, mas muitos não são totalmente degradados e se
tornam imprevisíveis. As estações de tratamento não foram projetadas para
eliminar fármacos – eles são apenas atenuados. Existem técnicas de remoção de
fármacos como ultrafiltração, ozonização, oxidação avançada, mas os elevados
custos não viabilizam sua implantação para o tratamento de esgoto em larga
escala.
Existe também a perigosa parcela de descarte de medicamentos no lixo comum, geralmente sobras
de medicamentos vencidos. Como eles não são
metabolizados, podem chegar a sua forma original aos aterros que, caso não
possuam impermeabilização adequada, podem percolar (atravessar alguns meios) e
contaminar o solo e o lençol freático em concentrações até maiores que via
esgoto.
Outro problema se dá no âmbito da saúde pública. O armazenamento
de medicamentos em
casa aumenta o risco de intoxicação pelo uso indevido – cerca de 28% dos casos de intoxicações no Brasil são por medicamentos. As pessoas que manejam
esses resíduos sem proteção, como catadores nos lixões, também são suscetíveis
a eventos adversos e intoxicações caso achem o medicamento e o consumam.
Esse tipo de situação, que poderia ser controlado, deve-se em grande
parte ao fato de a sociedade não ter informações quanto à forma correta
do descarte de medicamentos e seus
riscos. A maioria dos medicamentos
descartados vem das sobras de remédios da nossa “farmácia caseira” – um hábito comum do brasileiro. Então o que
podemos fazer para contribuir na diminuição do risco ambiental pelo descarte de medicamentos?
Formas
de evitar contaminação ambiental de medicamentos
Uso racional de
medicamentos:
Refere-se “à necessidade de o paciente receber o medicamento apropriado,
na dose correta, por adequado período de tempo, a baixo custo para ele e a
comunidade”. Use remédios de
forma racional, sem exageros, sem automedicação e não interrompa o tratamento por
conta própria. Também exija do seu médico uma prescrição completa e coerente,
sem desperdícios.
Evite desperdícios:
Ao comprar medicamentos sem critérios ou em grandes quantidades para
deixar armazenado em casa é mais provável que parte passe da validade sem uso e
tenha que ser descartado. Existe hoje a PL 33/2012 em tramitação no senado desde 2012 sobre a
obrigatoriedade de se vender medicamentos fracionados. Assim, o consumidor
compraria apenas o necessário para seu tratamento, evitando desperdícios.
Espalhe informação:
Muitas pessoas descartam medicamentos no
lixo ou nas redes de esgoto por falta de informação, não por falta de opção.
Conte para amigos e familiares que existem pontos de coleta como farmácias e drogarias espalhadas
pela cidade que fazem o descarte ambientalmente correto dos medicamentos vencidos.
Descarte corretamente:
Se seu medicamento venceu
e você só percebeu agora, não jogue no vaso sanitário ou no lixo! Agora que
você sabe dos riscos que isso pode causar, leve os medicamentos até
um ponto de coleta para
o descarte
ambientalmente correto. Ache o ponto de entrega mais perto
de você na nossa seção de postos de reciclagem e veja como é
fácil fazer o descarte de
medicamentos vencidos em drogarias e farmácias.
E depois?
Ok, você fez o descarte correto dos
seus medicamentos vencidos em
um ponto de coleta,
como em farmácias e drogarias,
e depois, o que acontece com eles? Os objetos como
seringas e agulhas são primeiramente descontaminados em uma usina de
tratamento, depois destinados a aterros sanitários como resíduos sólidos. Os medicamentos vencidos
são tratados por processos térmicos, geralmente queimados em usinas de
incineração, diminuindo o volume dos resíduos e sua periculosidade.
É importante lembrar que a
incineração também apresenta riscos para o meio ambiente e para a saúde, já que
os gases emitidos pela queima e as cinzas produzidas podem conter substâncias
tóxicas. Isso exige um extremo controle e equipamentos modernos com alta
eficiência de filtração e lavagem de gases para diminuir os riscos. Por
enquanto, é a melhor opção para destinação final dos resíduos de serviço de
saúde (RSS) – método também usado amplamente no exterior.
O projeto foi apresentado junto ao CISAB, após solicitação do deputado federal Subtenente Gonzaga
MANHUAÇU
(MG)- No ultimo dia 26/07, o SAAE esteve presente no distrito
de Sacramento, para a apresentação do projeto de Esgotamento Sanitário, junto
ao CISAB (Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico da Zona da Mata de
Minas Gerais), após solicitação do deputado federal, Subtenente Gonzaga.
Engenheiros do CISAB e SAAE
Estiveram presentes no encontro, a prefeita Cici
Magalhães, o vice-prefeito, Renato César Von Rondow (Renato da Banca), o
deputado federal, Subtenente Gonzaga, o diretor do SAAE, Luiz Carlos de
Carvalho, os vereadores Juarez Elói, Vantuil Martins e Administrador Rodrigo
dos Santos, o coordenador paroquial da comunidade, Vicente De Paula, o engenheiro
do SAAE, Leonardo Cerqueira Hott, engenheiros do CISAB, João Paulo Oliveira e
Anderson Galdino, além de moradores.
Autoridades presentes no encontro
A fim de atender as reivindicações feitas pela população
do distrito, no sentido de solucionar problemas relativos à rede de esgoto, o
projeto foi requerido junto à prefeita Cici Magalhães, onde fosse elaborada uma
proposta que pudesse servir como base durante a atuação do deputado em seu
mandato.
O planejamento de esgotamento sanitário foi elaborado
pelo CISAB, órgão que presta apoio aos serviços de saneamento básico, com o
intuito de ser discutida a viabilidade de sua implementação.
Atualmente, em Sacramento, o esgoto é lançado diretamente
ao córrego que passa pelo distrito, prejudicando moradores com o mau cheiro e
deixando os mesmos expostos ao risco de doenças transmitidas pela água.
Conforme a apresentação dada pelos engenheiros
responsáveis, o principal objetivo seria sanar a questão relacionada ao esgoto no
local. Foi sugerida a construção de três interceptores, que são canalizações integrantes do sistema de
esgotamento sanitário. Os mesmos têm a função de recolher o esgoto,
conduzindo-o até uma estação de tratamento.
Além disso, foi proposta a construção de uma ETE para o tratamento de esgoto e
posterior lançamento no curso hídrico, atendendo as normas da legislação
ambiental vigente.
Moradores de Sacramento e Manhuaçu
A extensão da rede é de 2.251,68 metros e
abrange todo o distrito, com cerca de 700 economias existentes, e
aproximadamente 3.000 habitantes. Já para a ETE, foi feito um planejamento de
uma estação do tipo compacta e modular, de forma que, na medida em que o
distrito for aumentando, novos módulos de tratamento possam ser adquiridos.
O custo do empreendimento apresentado pelos
engenheiros do CISAB chega em torno de 900.000 reais e abrange toda a mão de
obra necessária, como o fornecimento de materiais para a construção dos
interceptores, estação de tratamento de esgoto, cercamento e casa de apoio.
O deputado federal, Subtenente Gonzaga, que
fez a indicação junto à prefeita Cici Magalhães, disse que o próximo passo após
a apresentação, é indicar o projeto através de emenda parlamentar, para conseguir
recursos, viabilizando a construção do que foi apresentado.
Diretor do SAAE, Luiz Carlos de Carvalho e o Deputado Federal Subtenente Gonzaga
Segundo o diretor do SAAE, Luiz Carlos de Carvalho, a realização do empreendimento é de tamanha importância para o distrito. “Sempre tivemos esse problema em relação ao esgoto de Sacramento. A construção do sistema esgotamento sanitário beneficiará tanto os moradores locais, quanto o município de Manhuaçu. Pois tratando o esgoto nos distritos inicialmente, o volume de resíduos será cada vez menor, melhorando a qualidade da água para a população. Além do mais, sabe-se que, a cada real investido em saneamento básico, estima-se uma economia de quatro reais na saúde”, explica Luiz.
. Água: Composto químico com duas partes de
hidrogênio e uma de oxigênio encontrado nos estados: sólido (gelo, neve),
líquido (nuvens, mares, lagos, rios), e gasoso (vapor d’água). Componente
líquido essencial para o desenvolvimento e sustentação da vida, possui um
grande poder de dissolução de muitas sustâncias químicas; por essa razão é
considerada Solvente Universal;
. Água absorvida: Água retirada do solo por forças
físico-qímicas;
. Água capilar: Água retirada por capilaridade,
acima do lençol freático, ao redor das partículas do solo e nos interstícios
entre elas, normalmente a uma tensão maio que 60 cm de altura de coluna d’água;
. Água continental: Corpo e fluxo de água
situados no interior das massas continentais;
. Água costeira: Água das zonas litorâneas da plataforma
continental, cujas propriedades físicas e químicas são influenciadas mais
diretamente pela terra adjacente. O grau de influência varia conforme fatores
oceanográficos, meteorológicos e hidrográficos;
. Água de escorrimento: Parte da água da chuva que
escorre pelos troncos, após ter passado pelas copas das árvores;
. Água de gotejamento: Parte da água da chuva que
goteja para o solo, após contato com as copas das plantas;
. Água disponível: Porção de água presente no solo
em condições de ser absorvida pelas raízes das plantas. Medida pelo teor de
água entre a capacidade de campo e o ponto de murchamento permanente;
. Água doce: Corpo ou fluxo de água que
contenha resíduo mineral menor do que 0,1%, com proporções variáveis de
carbonatos, bicarbonatos e sulfatos;
. Água do mar: Água que contém aproximadamente 35g de sais
por kg de líquido, com predominância de cloreto de sódio;
. Água do solo: Água retirada na camada do solo próxima à
superfície que pode passa à atmosfera por evapotranspiração, e onde se fazem
sentir influências diurnas ou sazonais, mais ou menos diretas;
. Água do subsolo: Água que se encontra debaixo da
superfície do solo ocupando os espaços vazios existentes em rochas porosas ou
alteradas e horizontes inferiores do solo;
. Água epicontinental: Águas superficiais do
interior dos continentes. Ex.: rios, lagos, represas, charcos, lagoas, pequenos
tanques, incluindo corpos de água temporários;
. Água higroscópica: Vapor d’água absorvido às
partículas do solo. Medido pela perda de peso de uma amostra de solo aquecida
entre 105 e 110ºC, por 24 Horas;
. Água intersticial: 1- Água retirada nos
interstícios de uma rocha sedimentar;
2- Água de percolação e/ou do
lençol freático retirada nos interstícios de alguns terrenos sedimentares.
. Água meteórica: Água proveniente de precipitações pluviais;
. Água oceânica: Água do mar que apresenta as características
físicas, químicas e biológicas da água do alto mar, onde a influência da terra
é reduzida ao seu mínimo;
. Água potável: Água que sem necessidade de
tratamento adicional é inócua do ponto de vista fisiológico e organolético e
apta ao consumo humano;
. Água precipitável: Quantidade de água expressa
em altura ou volume, que seria obtida se todo o vapor d’água, contido em uma
coluna específica de atmosfera de secção reta unitária, fosse condensada e
precipitada;
. Água residuária: Qualquer despejo ou resíduo
aquoso com potencialidade de causar poluição hídrica; água oriunda de uma fonte
poluidora;
. Água salgada: Solução complexa, de composição
variável e geralmente de alta condutividade determinada pelo equilíbrio entre
taxa de adição e perda de solução, evaporação e adição de água doce. Encontrada
nos oceanos, mares, lagos ditos salgados (lagos tectônicos em climas áridos ou
semi-áridos, lagos de “playa”, depressões semi-áridas endorréicas,
com grandes lagos salinos);
. Água salbora: 1- Água de salinidade
intermediária resultante da mistura de água salgada e de água doce (estuários,
lagunas);
2- Água com sais dissolvidos – geralmente
cloretos com salinidade entre 5 e 15%;
. Água subterrânea: Água armazenada no subsolo,
ou que está se infiltrando através do solo e/ou das suas camadas subjacentes; é
a água livre em uma zona de saturação. Fonte de água de poços e mananciais;
. Água tratada: Água submetida a um processo de
tratamento, com objetivo de torná-la adequada a um uso específico.
Eutrofização
Esse fenômeno consiste no enriquecimento do meio aquático por
nutrientes, ocasionando o excessivo crescimento de plantas aquáticas em níveis
que podem interferir nos usos desejáveis da água. Os principais nutrientes
responsáveis pelo processo são: fósforo, nitrogênio e sílica, mas diferentes
outros fatores podem ter papel controlador no processo, como por exemplo: luz e
temperatura.
A eutrofização pode ser de causas naturais (chuvas e águas superficiais
que erodem e lavam a superfície terrestre), sendo nesse caso lenta e
desenvolvida ao longo de décadas ou séculos. Mas pode ser decorrente de
atividades humanas (efluentes domésticos, efluentes industriais, atividades
agrícolas), passando a ser chamada de eutrofização cultural, que é um processo
rápido e de maior intensidade.
Mantida dentro de certos limites a eutrofização é benéfica, pois pode
aumentar a produtividade dos lagos. Em níveis excessivos torna-se prejudicial,
por quebrar o equilíbrio natural das cadeias tróficas, o que traz alterações
nos ciclos químicos dos corpos d’água.
Uma das principais conseqüências do processo está relacionada com as
concentrações de oxigênio dissolvido. O equilíbrio ecológico é muito sensível
aos teores desse gás na água, e a excessiva proliferação de algas pode alterar
significativamente o se balanço, provocando em certas situações o seu
esgotamento total.
Entre outras conseqüências indesejáveis, podem-se citar:
. Interferência nos usos recreacionais devido ao acúmulo de algas na superfície
das águas causado aspecto e odor desagradáveis;
. Sedimentação da biomassa de algas que pode exaurir o oxigênio dissolvido das
camadas profundas;
. Entupimento dos filtros de estações de tratamento por algas filamentosas;
. Desenvolvimentos de algas tóxicas que podem ser letais para o gado e mesmo
para o homem se forem ingeridas quantidades significativas.
Ciclo Hidrológico ou Ciclo da Água no planeta
A água na Biosfera faz parte de um ciclo denominado Ciclo Hidrológico.
Constitui-se basicamente, em um processo contínuo de transporte de massas
d´água do oceano para a atmosfera, e desta, através de precipitações,
escoamento superficial e subterrâneo, retorna novamente aos oceanos dando assim
continuidade ao ciclo em nosso planeta.
Assim, o conceito de Ciclo Hidrológico está ligado ao movimento e a
troca de água nos seus diferentes estados físicos, que ocorrem na Hidrosfera,
entre os oceanos, as calotas de gelo, as águas superficiais, as águas
subterrâneas e a atmosfera.
Este movimento permanente deve-se à energia calorífica do Sol, que
fornece a energia (efeito estufa natural) para elevar a água da superfície
terrestre para a atmosfera (evaporação). Com a evaporação e a gravidade
formam-se as nuvens, e delas as águas retornam em forma de chuva (precipitação)
trazendo Gás Carbônico (CO2), Nitrogênio e outras substâncias fundamentais para
a vida dos seres vivos. Ao atingir o solo, uma parte infiltra-se no mesmo e nas
rochas através de seus poros, fissuras e fraturas (escoamento subterrâneo)
promovendo a recarga das reservas freáticas e a rehidratação do solo, ou seja,
dos depósitos de água disponível para a vegetação terrestre e para atividades
biológicas (metade do CO2 natural é absorvido no processo de fotossíntese das
algas nos oceanos); outra parte escoa para os rios, lagos até atingir os
oceanos (escoamento superficial).
O intercâmbio entre as circulações da superfície
terrestre e da atmosfera, fechando o Ciclo Hidrológico, ocorre, então, em dois
sentidos: 1- No sentido superfície: Atmosfera, onde o fluxo de água ocorre,
fundamentalmente, na forma de vapor. 2- No sentido atmosfera: Superfície, onde a transferência da água
ocorre de qualquer estado físico, sendo mais significativo, em termos mundiais,
as precipitações de chuva e neve.
O Ciclo Hidrológico só é fechado em nível global. Os volumes evaporados
em um determinado lugar do planeta não precipitam necessariamente no mesmo
local, porque há movimentos contínuos da precipitação nos continentes. Somente
uma parte é evaporada e o restante escoa para os oceanos.
É muito importante a interação entre oceanos e atmosfera para a
estabilidade do clima e do Ciclo Hidrológico.
Em muitas regiões, o Ciclo Hidrológico tem sofrido grandes alterações,
especialmente nas últimas décadas. Estas alterações resultam das diferentes
formas de interferência humana sobre o ambiente, como por exemplo: construção
de grandes cidades, dragagem de extensas áreas alagáveis, devastações de
florestas e construção de lagos artificiais (represas).
Pegada hídrica é o rastro que deixamos ao consumir água
direta e indiretamente. E o consumo de água no planeta está ligado às diversas
funções da água, tanto no cotidiano das pessoas, como na produção de alimentos,
roupas, papel e entre outros. E a quantidade de água usada para esses meios é
enorme e muitas vezes desproporcional. Para produzir um quilo de carne bovina,
por exemplo, são gastos 15,5 mil litros de água, um pouco mais que os dez mil
litros de água gastos para fazer um quilo de algodão. Esses são dados da Water Footprint, organização internacional
sem fins lucrativos que promove estudos relacionados ao consumo de água.
Essa organização criou um indicador de água
chamado Pegada Hídrica, que
mede e analisa a quantidade de água gasta para fabricar um produto, além de
aferir o consumo individual das pessoas em todo o mundo. No Brasil, o
consumo de água é de 2027 metros cúbicos per capita ao ano e ainda tem 9% da
sua pegada hídrica total fora das fronteiras do país, ou seja,
exportamos água por meio de nossos produtos. A pegada é
dividida em três tipos: a azul, que mede o volume das águas de rios, lagos e
lençóis freáticos, usualmente utilizadas na irrigação, processamentos diversos,
lavagens e refrigeração; a pegada hídrica verde, que se relaciona à
água das chuvas, necessária ao crescimento das plantas; e a pegada
hídrica cinza, que mede o volume necessário para diluição de um determinado
poluente até que a água em que este efluente foi misturado retorne a condições
aceitáveis, de acordo com padrões de qualidade estabelecidos.
Gasto invisível
A maior preocupação do indicador é pelo fato desse
consumo ocorrer de duas formas: a direta, quando alguém abre a torneira para
realizar alguma ação; ou a indireta, via aquisição de objetos de consumo, como
roupas, produtos alimentícios, etc. O problema dessa segunda forma é que ela
passa despercebida pelas pessoas. Isso porque não é intuitivo que, ao
consumirmos os produtos, neles estejam embutidas enormes quantidades de água
para sua produção. Segundo dados do estudo “Água: Debate estratégico para brasileiros e angolanos“, feito pelo professor
doutor Maurício Waldman, da USP, a agricultura é, de longe, a que mais gasta
água (entre 65% e 70% do consumo), seguida pela indústria (24%) e pelo uso
doméstico (entre 8% e 10%).
Por isso a importância desse indicador, que alerta
para o gasto “oculto” de água e busca conscientizar as pessoas que o fator da
água é muito relevante nas opções de consumo de cada um. Para tornar mais clara
essa relação entre consumidor e produto, a pegada hídrica propõe
mostrar o volume de água gasto em cada produto, oferecendo condições ao
consumidor de optar pelo produto que se apresente como mais econômico e, como
consequência, seja uma maneira de estimular fabricantes a reduzir, em seus
processos de produção, o uso desse recurso tão importante.
Exigências
Outra ideia da organização é criar um projeto de
lei que obrigue os fabricantes a apresentarem, nas embalagens dos seus
produtos, rótulos indicando a quantidade de água gasta em sua produção. Essas
propostas da organização surgem na tentativa de reduzir problemas relacionados
à escassez de água, que segundo relatório da Water
Footprint, chega a afetar, pelo menos um mês por ano, mais de 2,7 bilhões
de pessoas.
E essa preocupação quanto à pegada hídrica deve
compreender a origem, a quantidade e a qualidade da água, pois é muito
importante observá-la a partir dos mananciais e rios, que marcam o início de
sua trajetória. Isso porque em caso de contaminação por resíduos mal
depositados ou problemas em tubulações, a água contaminada tende a espalhar-se
por residências, com efeitos imprevisíveis ao ser consumida.
Além das ideias apresentadas pela organização, a
diminuição no consumo e maior conscientização da população podem se dar pelo
surgimento de novas tecnologias capazes de criar meios para economia, como
sensores de presença que suspendem a vazão quando ela não é necessária, captação
de água da chuva, temporizadores,
dentre outras alternativas para o consumo mais responsável.