
MANHUAÇU (MG)– Além da capacidade de dissolver inúmeros tipos de solutos e de auxiliar na manutenção da temperatura do planeta, a água é essencial para as variadas formas de vida que habitam a Terra.
Diante de toda essa importância, listamos 4 curiosidades relacionadas à água que consumimos.
1. O controle de qualidade da água tratada deve ser feito frequentemente
Para saber se a água encontra-se apropriada para o consumo humano, vários testes devem ser realizados. Esses procedimentos de controle e vigilância são definidos pelo Ministério da Saúde e devem basear-se em parâmetros físicos, químicos e biológicos preestabelecidos.
Em uma Estação de Tratamento de Água (ETA), alguns parâmetros de qualidade da água precisam ser monitorados com maior frequência. Entre eles, podemos citar a avaliação de cor aparente, turbidez, pH, concentração de cloro livre e presença de coliformes totais.
A frequência dessas análises é bastante alta nas ETAs do SAAE Manhuaçu. Para começar, testes com a água captada para tratamento são realizados a cada duas horas.
Além disso, são desenvolvidas análises durante e ao final do processo de tratamento da água, para controle operacional e de qualidade do produto.
Quando a captação de água é realizada por poços, análises são realizadas durante a semana, já que essa fonte de água é mais segura, uma vez que fica menos exposta a focos de contaminação.
Porém, em ambos os casos, o controle de qualidade deve continuar nos reservatórios espalhados pelos municípios e na água que chega até o consumidor. Somente dessa maneira é possível garantir que não ocorreu contaminação nas redes de distribuição.
2. O excesso de cloro não deixa a água branca
Muita gente acha que se a água potável apresenta uma aparência branca, a culpa é da alta concentração de cloro. Entretanto, isso não é verdade, pois o cloro é transparente. Esse produto químico é um eficiente desinfetante, e o Ministério da Saúde exige a presença de cloro em baixas concentrações na água distribuída para prevenir a ocorrência de eventuais contaminações nas tubulações de distribuição de água.
O fenômeno da “água branca” ocorre devido à presença de ar dissolvido na água, muito comum em sistemas com altas pressões. Um bom exemplo disso é aquela espécie de espuma branca que podemos observar na superfície de cachoeiras e rios turbulentos.
Quando isso acontecer com a água potável, o consumidor pode fazer um simples teste. É só deixar a água em repouso em um recipiente por dois minutos. Após esse pequeno tempo de espera, ela voltará a ficar transparente.
3. “Água virtual”: o consumo indireto de água potável
Nem sempre somos capazes de ver ou tocar a água que consumimos. Ou seja, todos nós gastamos muito mais água além da que usamos para beber, cozinhar, lavar e realizar a higiene pessoal.
A “água virtual” faz referência a toda água utilizada durante a produção de bens de consumo, como alimentos, bebidas, vestuário, eletrodomésticos e meios de transporte. Por exemplo, para fabricar uma única calça jeans são necessários cerca de 10 mil litros de água. Inacreditável, não é mesmo?
Dessa forma, quanto menor o consumismo, menor o gasto de água durante os processos de produção. Isto é, controlar os hábitos de consumo é uma maneira bastante eficiente de economizar água e preservar os recursos hídricos.
4. O desperdício de água ameaça o abastecimento
Além dos problemas de distribuição, a escassez de água é um problema real, já que seu ciclo pode ser afetado por diversos fatores, como poluição, assoreamento, mudanças climáticas e desperdício.
Desperdício no campo
A agricultura é a atividade que mais consome água potável, chegando a representar cerca de 70% do consumo mundial. Logo, não é surpresa o fato de que esse setor econômico também é o que mais desperdiça água.
As formas ineficientes de irrigação do solo, as perdas durante o transporte e a contaminação por agrotóxicos são as principais causas desse desperdício. Uma forma de amenizar essas perdas é a busca por métodos alternativos, como a irrigação por gotejamento e o reaproveitamento da água da chuva.
Desperdício nas residências
Sabemos que alguns hábitos domésticos contribuem para aumentar o desperdício de água. Entre eles estão: tomar banhos prolongados, não fazer manutenção de vazamentos e lavar carros, quintais, calçadas e roupas em excesso.
Segundo pesquisas, o brasileiro consome, em média, 108,4 litros de água por dia. Isto é, em uma residência em que vivem quatro pessoas, há um consumo em torno de 158.000 litros de água por ano.
Fonte: BRK Ambiental














